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Lya Doria Maeda
Advogada do Escritório Marcos Martins Advogados

Quando se discute novos empreendimentos atualmente, muito se fala sobre a necessidade de inovação e investimentos. Entretanto, as possibilidades de relacionamento entre os dois ainda é confusa para grandes empresários, que muitas vezes desejam investir em negócios nascentes, e de pequenos empreendedores, que buscam captar recursos do mercado. Uma das possibilidades que está sendo amplamente utilizada é a realização de corporate ventures. Em suma, ela trata de uma forma de investimento de empresas de médio e grande porte em start-ups. Neste caso, a participação acionária, direito a voto e distribuição de lucros são o retorno do investidor naquela pequena empresa.

Um exemplo de como a corporate venture pode ser uma vantagem competitiva é que, enquanto a grande empresa continua desenvolvendo seus processos normalmente, a start-up opera de maneira independente focada em inovação disruptiva, podendo inclusive atrair novos clientes e complementar os negócios da investidora.

A diferença da corporate venture para o modelo clássico de investimento é que o objetivo a médio prazo a ser alcançado é a empresa investidora ganhar competitividade pela inovação, não necessariamente com retorno financeiro imediato. Assim, visa-se colocar produtos e serviços inovadores no mercado e rápido, ganhando escala neste sentido.

Em um modelo mais conservador, há as opções de aquisição societária da start-up e investimento financeiro direto. Entretanto, há outras formas de empresas de grande porte realizarem aportes para a nascente sem comprometimento direto em seu orçamento. No caso, é possível realizar pequenos investimentos pontuais, como a criação de hackatons para solucionar um problema específico interno da empresa, até questões de fornecimento, como contratação de produtos e serviços específicos da empresa, e de auxílio direto via incubação e aceleração da empresa, cedendo espaço, orçamento, know-how, canais de distribuição etc.

Ainda, o investimento não tem que ser em uma empresa externa, mas pode ser no incentivo de ideias dos próprios funcionários, o que fortalece o intraempreendedorismo e faz com que o desenvolvimento e aceleramento desta empresa seja mais sólido.

Para que a corporate venture seja bem-sucedida, é necessário que haja definição de objetivos e metas a serem alcançadas, com sua devida formalização, bem como uma preparação de ambas as partes ref. a sua cultura corporativa, para aceitar sugestões e críticas e aperfeiçoar seus processos visto a colaboração de outra empresa com mindset diferente. Ambas as partes necessitam compreender os riscos inerentes de se criar e/ou investir em um negócio nascente, cujo fracasso é um resultado possível.

Este assunto te interessou? A equipe do Escritório Marcos Martins Advogados tem ampla experiência com a criação e assessoria jurídica a empresas dos mais diversos portes, estando qualificada para atender todas as demandas que visem garantir o máximo desempenho de sua empresa. Contate-nos.


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